À saída da treva um archote. O brilho de um archote. O fogo crepita por entre os passos dos próximos afastando-se na distância. Cada um entregue à sua traição, cada um sabendo que em breve será levado a trilhar caminhos de treva. Olho para eles como quem olha para um carreiro de formigas (tão insignificantes e tão parecidas connosco). A luz do poente cega-me por instantes, o tempo de todos voltarem aos seus casulos. Aqui a paisagem desolada não é um prolongamento da emoção do Homem, ela é o Homem, e os troncos secos não são mais que as suas vãs tentativas de deixar uma marca perene. Lanço fogo a dois deles e observo-os, até depois do anoitecer, transformarem-se em cotos ainda mais desolados que a terra gretada em redor.
Aí tendes a Vossa Obra! e aí tendes a minha Devoção Única!
Ao retomar o caminho não preciso de me voltar para ver o brilho da modorra que em breve se extinguirá nos braços nodosos. Nem eu nem os corvos voltaremos aqui.

0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home