Assim falou o Eco:
-Próximos: Estamos aqui hoje para celebrar o início de uma nova sequência. Silêncio. O tempo que hoje começa será aquele em que a vossa geração tomará o que lhe pertence, como a dos vossos pais tomou o que dela seria. A chamada é agora clara e já nenhum pode ignorá-la. Mais uma vez, a nossa natureza traiu-nos, e nos tempos que se avizinham seremos levados por ela a praticar acções que contrariam as nossas consciências. Bendigamo-la então, e bendigamos a sua supremacia! Se os que vos rodeiam vos merecem confiança, confiem neles; se vos merecem amor, amem-nos; se vos merecem verdade, em consciência dêem-lhes verdade. Mas saibam que a vossa natureza vos trairá por cima da confiança e por cima do amor e por cima da verdade! E quando vos sentirdes traídos será chegado o momento da cisão. Aí largareis os vossos corpos conscientes e voltareis aqui.
Sem mexer os lábios a sua voz propagou-se:
-Corpo e mente serão corpo e mente e trânsito; e trânsito será corpo e mente. E sereis dois corpos e duas mentes distintos.
Os trânsfugas desmaterializaram-se um por um.

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