28.6.04

De onde vens, caminhante ?
Acaso será o teu caminho mais tortuoso que o meu, passando à frente das metralhadoras e dos espinhos de arame farpado ? Trocaste o bordão pelo pergaminho, mas não te visa o inimigo tão certeiramente como a mim ? Se o teu camuflado são as sandálias do filósofo, e as botas a pena, porque se cruzaram as nossas rotas, e porque não são diferentes as estrelas que brilham acima de nós ? Passas sem me ver, olhas através de mim como para uma tela, não para ver a tela mas o que nela está feito.